As pérolas inacianas da quarta e última semana de julho (Dias 24 a 31) vão abordar os desdobramentos da liderança e missão de Inácio de Loyola, bem como seu legado para a espiritualidade em nossos dias. Eis a nossa vigésima quarta pérola:
Uma certa vez Inácio disse que lhe parecia ver Cristo com a cruz às costas e o Pai Eterno junto dele que lhe dizia: “Quero que tomes este por teu servidor”. E assim Jesus o tomava e dizia: “Quero que tu nos sirvas”. E com isto, tomando grande devoção ao nome de Jesus, quis que a congregação fosse chamada Companhia de Jesus. (Santo Inácio de Loyola - Autobiografia, 96)
Inácio não começou sua missão sozinho. Na Universidade de Paris, ele reuniu ao seu redor um grupo de homens brilhantes e diversos, como Francisco Xavier e Pedro Fabro, que se tornaram “amigos no Senhor”. O que os unia não era a semelhança de personalidade, mas a experiência comum dos Exercícios Espirituais e o desejo ardente de gastar a vida por Cristo. Assim nasceu a Companhia de Jesus.
A fé cristã não é um projeto solitário. Precisamos de companheiros de jornada que corram conosco, que nos corrijam com amor e que nos sustentem quando as nossas forças falharem. A comunidade nos protege do isolamento e do egoísmo, transformando um grupo de indivíduos em um corpo apostólico unido, capaz de mover montanhas e transformar a sociedade.

Para colocar em prática hoje:
Reserve um tempo do seu dia para fazer memória de pessoas amigas que foram companhia e suporte em diferentes momentos da sua vida. Envie uma mensagem ou faça uma ligação para uma dessas pessoas que tem apoiado a sua caminhada espiritual e humana. Valorize quem lhe faz “companhia”.
-- Texto revisado com auxílio da ferramenta Gemini
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