“Depois que o peregrino entendeu que não era vontade de Deus que ficasse em Jerusalém... deliberou consigo estudar algum tempo para poder ajudar as almas.” (Santo Inácio de Loyola - Autobiografia, 50)
Com mais de trinta anos de idade, sem dinheiro e vindo de um passado de nobreza, Inácio tomou uma decisão radical: voltou a Barcelona para aprender gramática latina básica. Ele sentava-se nos mesmos bancos escolares ao lado de crianças pequenas para aprender a ler e escrever corretamente. O homem que já tinha vivido profundas experiências místicas humilhou seu orgulho intelectual porque compreendeu que, para servir bem às pessoas (“ajudar as almas”), a boa intenção não bastava; era preciso preparar-se com excelência.
O Inácio estudante nos deixa uma lição poderosa sobre a humildade e a necessidade de formação contínua. Na vida espiritual e apostólica, o zelo sem competência pode causar estragos. Estudar, ler, aprimorar nossas habilidades profissionais e teológicas é, em si, um ato de amor e culto a Deus. A santidade inaciana não rejeita a inteligência, mas a coloca inteiramente a serviço do próximo.
Para colocar em prática hoje:
Como está a sua formação humana e espiritual?
Procure dedicar pelo menos 15 minutos do dia de hoje para estudar algo construtivo: um trecho do Catecismo, um documento da Igreja (a exemplo da encíclica “Magnifica humanitas” do Papa Leão XIV), um livro de espiritualidade ou até um conteúdo técnico que melhore a qualidade do seu trabalho profissional.
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Texto revisado com auxílio da ferramenta Gemini

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