terça-feira, 29 de setembro de 2015

Faz o mesmo


Essa cena do papa nos EUA chamou-me a atenção, dado o contraste entre os planos.

No primeiro, o cura que cura: o papa com jeito de pároco que se aproxima e toca o menino para manifestar-lhe o cuidado (cura) de Deus. 

No segundo, a atitude dos concelebrantes. Eles observam (até boquiabertos) e muitos não resistem a sacar seus celulares para fotografar o momento. 

Dois planos que me levam a questionar de que lado eu costumo estar: de quem assiste ou de quem faz acontecer? De quem se move, de quem se comove ou de quem nem se move? 

Consciente de que está imerso na sociedade do espetáculo e do consumo - que prefere o estético ao ético, o impacto à consciência, o milagre à conversão -, Francisco parece não se importar com olhares nem flashs, mas com aquele menino, como se único fosse.

Pois bem... Essa cena me comove? Então, chega a hora da parte mais desafiante: “Vai, também tu, e faze o mesmo!” (Lc 10,37) - como disse Jesus ao final da parábola do bom samaritano.

Foto: Catholic News Service
Texto: Rafael Zanata Albertini

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Mês da Bíblia 2015

O tema proposto para o mês da Bíblia de 2015 é o Evangelho segundo João, sob a perspectiva do discipulado missionário. O tema escolhido fundamenta-se nos cinco aspectos essenciais do processo do discipulado: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o seguimento, a comunhão fraterna e a missão.

O lema “Permanecei no amor, para dar muitos frutos” (cf. Jo 15,8-9) foi indicado pela comissão bíblico-catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com as instituições bíblicas.


João cita aproximadamente 36 vezes a palavra “vida”, mais que o dobro dos outros Evangelhos e geralmente vem acompanhada da expressão “eterna” (aproximadamente 17 vezes). A vida eterna não é somente a vida após a morte, mas é viver o nosso cotidiano conforme o projeto de Deus, que deseja vida plena aqui e agora. Como diz uma canção popular: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Por isso, a tradição associou o quarto evangelho à águia, capaz de atingir os mais altos cumes celestes, mas com o olhar penetrante na profundidade terrestre. O leitor precisa de asas para elevá-lo ao alto, mas é necessária a capacidade de discernir a realidade daqui de baixo.


O Filho Unigênito, a Palavra que vem de Deus, o enviado do Pai, encarnando-se na história e retornando ao Pai como o Filho Glorioso e Todo Poderoso, envia o Espírito sob os discípulos para que possam continuar a sua missão, como anunciadores do Reinado de Deus. Nós também somos convidados a crer que Jesus Crucificado é o Glorificado e Ressuscitado e acreditar no seu plano salvífico, que envolve a todos e a totalidade do ser humano.


Em Jo 20,30-31, o autor apresenta a finalidade do quarto Evangelho: “Jesus fez ainda, diante de seus discípulos, muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Esses, porém, foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome”. Deste modo, acredita-se que a finalidade era orientar o posicionamento da comunidade, a partir dos critérios apresentados por Jesus de Nazaré. Critérios que apontam para a certeza da vida, para quem é fiel a Jesus e se envolve na comunidade. Mas, não deixa de ser intrigante, pois essa comunidade, por causa de sua fé, pelo fato de seguir alguém que foi crucificado e humilhado, está sujeita às mesmas humilhações e perseguições.


Assim, diante deste contexto, o quarto Evangelho quer fortalecer a adesão, o acreditar em Jesus Cristo, para resistir às perseguições e pressões, mantendo a fidelidade ao seu projeto de vida, e vida em abundância.


Fonte: CNBB

Setembro - Mês da Bíblia

O mês de setembro, para os católicos do Brasil é o mês dedicado à Bíblia, isso desde 1971. Mas desde 1947, se comemora o Dia da Bíblia no ultimo domingo de setembro. 
O mês de setembro foi escolhido como mês da Bíblia porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo.
São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja. 
Hoje a Bíblia é o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e está em quase todas as casas; A Bíblia é o livro mais vendido, distribuído e impresso em toda a história da humanidade.


A Bíblia – Palavra de Deus – é o fruto da comunicação entre Deus que se revela e a pessoa que acolhe e responde à revelação. Por isso a Bíblia é formada por histórias de um povo, o Povo de Deus, que teve o dom de interpretar sua realidade à luz da presença de Deus e compreender que a vida é um projeto de amor que parte de Deus e volta para Ele.

Nesse mês da Bíblia somos convidados a estudar e refletir sobre esse maravilhoso livro que têm tanto a nos revelar e instruir. 

Fonte: Blog Canção Nova

Jesus olha para nós

"E Jesus parou, não passou ao largo acelerando o passo, olhou-o sem pressa, olhou-o com calma. 
Olhou-o com olhos de misericórdia; olhou-o como ninguém o fizera antes. 
E aquele olhar abriu o seu coração, fê-lo livre, curou-o, deu-lhe uma esperança, uma nova vida, como a Zaqueu, a Bartimeu, a Maria Madalena, a Pedro e também a cada um de nós. 
Mesmo quando não ousamos levantar os olhos para o Senhor, o primeiro a olhar-nos é sempre Ele. 
É a nossa história pessoal; tal como muitos outros, cada um de nós pode dizer: eu também sou um pecador, sobre quem Jesus pousou o seu olhar."

Papa Francisco (Homilia, Holguín, Set 2015)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Na Mão de Deus

Na Mão de Deus


"Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!"

(Antero de Quental)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Experiência de Oração Inaciana


Oportunidade de vivenciar uma Experiência de Oração Inaciana:

Tema: "Sentir e Saborear as Coisas Internamente"

Quando: 5 de setembro de 2015, às 14h

A proposta: mostrar, à luz dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, que rezar não deve ser um momento tedioso, insípido e sem prazer. 

O encontro será conduzido pelo padre Raniéri Araújo, SJ, coordenador da pós-graduação em Espiritualidade Cristã e Orientação Espiritual da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE)

Local do encontro: Centro Loyola, na Estrada da Gávea, 1. No local há um pequeno estacionamento e está localizada próximo aos pontos finais das linhas 143 (Central – Gávea, antiga 158), 170 (Rodoviária – Gávea) e 2014 (Frescão Praça  Mauá – Gávea). No ponto em frente também param as linhas 537, 538 e 539 (Rocinha – Leme). 

Os que desejarem participar devem confirmar sua presença. Inscrições gratuitas: www.clfc.puc-rio.br