quarta-feira, 29 de abril de 2015

Programação de Espiritualidade Inaciana

Programação de Espiritualidade do Centro Loyola de Fé e Cultura PUC-Rio:




Retiro de Jovens - Preparação para Pentecostes

Jovens de 17 a 32 anos estão convidados para participar do Retiro de Preparação para Pentecostes, orientado pela Equipe de Leigos do Centro Loyola. O encontro será no sábado, 16 de maio, das 9h às 18h, em nossa sede, na Estrada da Gávea, 1. O investimento é de R$ 30 e inclui almoço. Inscreva-se aqui.




Iniciação aos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola

O Retiro de Iniciação é o primeiro passo para quem deseja conhecer a Espiritualidade Inaciana. O encontro é fechado (pernoite), com momentos de silêncio, oração, leitura e partilha, e será orientado pelo padre Adroaldo Palaoro, SJ, Mestre em Espiritualidade pela Universidade Gregoriana de Roma e Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana. O próximo retiro de iniciação será de 22 a 24 de maio, na Casa de Retiros Padre Anchieta, em São Conrado, e começa na sexta-feira à noite, terminando após o almoço. O investimento é de duas parcelas de R$ 150 e inclui hospedagem em quarto individual com banheiro e todas as refeições diárias (café da manhã, cafezinho, almoço, lanche, jantar e ceia). Inscreva-seaqui.





Retiro Ecológico
De 12 a 14 de junho, o padre Alfredo Sampaio, SJ, orienta um Retiro Ecológico a partir da Espiritualidade Inaciana. A proposta do encontro é contemplar a Criação de Deus e perceber que é possível encontrá-lo em tudo o que Ele criou. O encontro será na CARPA, e o investimento é de duas parcelas de R$ 150. Inscreva-se no site www.clfc.puc-rio.br. 


Marque na sua agenda as datas da programação de Espiritualidade do Centro Loyola para o próximo semestre:
18 a 20 de setembro - Retiro Temático, com o padre Alfredo Sampaio, SJ.
25 a 27 de setembro - Retiro de Iniciação aos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, com o padre Adroaldo Palaoro, SJ, na CARPA.
16 a 18 de outubro - Retiro de Iniciação aos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, com o padre Alfredo Sampaio, SJ, na CARPA.
31 de outubro - Retiro de Finados, com o padre José Maria Fernandes, SJ, no Centro Loyola.
6 a 8 de novembro - Retiro de Iniciação aos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, com o padre Raniéri Araújo, SJ, na CARPA.
20 a 22 de novembro - Retiro Temático, com o padre Alfredo Sampaio, SJ, na CARPA.
28 e 29 de novembro - Retiro de Preparação para o Natal, com a Equipe de Leigos, no Centro Loyola.


Acompanhe a abertura das inscrições no site www.clfc.puc-rio.br.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Páscoa Feliz

Feliz Páscoa, caríssimos!!
Tenho que reconhecer que infelizmente nem para todos parece ser uma Feliz Páscoa. Muitos ainda sofrem, são humilhados e pisados. Tantas situações assustadoras ocorrem (como o assassinato de uma criança de 10 anos pela força do próprio Estado) que uma grande falta de esperança no próprio ser humano cresce. Vivemos tempos de total niilismo e descrença. Não obstante, algo me chama a atenção na narrativa da paixão e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo: a falta de esperança que tomou de conta dos corações daqueles homens e mulheres que o acompanharam desde a Galileia até Jerusalém. 
Sim! Antes de verem o Senhor ressuscitado, as trevas tornou-se uma possibilidade concreta. Pedro estava desesperado por ter negado o Senhor. Um dos 12 traiu o seu mestre. As mulheres que permaneceram juntas a Jesus até o Calvário estavam em completa desolação. A Boa Nova, as promessas do Reino de Deus e a mensagem do amor simplesmente pareciam ter fracassado. Tudo morreu na cruz. Mas, curiosamente, todos os Evangelhos começam a narrativa da ressurreição apresentando uma imagem: o túmulo vazio. 
A primeira reação das mulheres quando o veem assim é correr para contar. Pedro e o discípulo que Jesus mais amava também correm para ver se é verdade. "Eles viram e acreditaram". De fato, eles ainda não sabiam que o Senhor tinha ressuscitado. Ao contrário, a cena apenas refletia o vazio de suas vidas. Mas é justamente no vazio, caros irmãos e irmãs, que a vida se realiza. É bonito ver que o vazio perpassa todos os quatro Evangelhos, seja na consolação, seja na desolação. A experiência do nascimento de Jesus passa pelo esvaziamento de Deus para se encarnar e daqueles que estavam a volta, Maria e José. 
O sermão da montanha e os milagres são palavras e gestos que preenchem o vazio físico e espiritual de cada homem. A ressurreição é a plenitude ocorrendo no vazio existencial humano. Depois de verem o túmulo vazio, os discípulos voltam a se reunir e ficam juntos escondidos com medo dos judeus. Mas o Senhor começa agora a aparecer ressuscitado para os seus. O sepulcro vazio torna-se pleno e ganha um sentido. Qual o primeiro gesto de cada um deles? Correr para anunciar. A esperança novamente surge em seus corações. 
É interessante perceber que a postura dos discípulos não é de confiança em outros homens, mas sim uma confiança em Deus e na esperança que brota em suas vidas. E isso se manifesta em algo tão grande quanto, que é o desejo de uma vida nova. Na verdade, o sentimento de abandono e descrença decorrente da morte de Jesus aparece, dentre outras coisas, porque a vida nova em forma de desejo parece ser algo impossível de se realizar. Mas a ressurreição ocorre justamente no desejo de uma vida nova. 
Temos assim, amados irmãos e irmãs, um grande sinal: enquanto existir em você o desejo interior de um mundo mais fraterno e justo, mesmo que tantos outros pareçam ser egoístas, ainda há a esperança. E o desejo de uma vida nova somente existe porque você e tantos outros são afetados pelo egoísmo humano e a falta de um olhar para o próximo. 
Que Deus é esse que permanece em silêncio diante de tanta injustiça e violência? Não, ele não está em silêncio. Ele está falando no interior do seu coração, nos seus desejos de uma nova vida que aparentemente parecem ser irrealizáveis. 
A ressurreição é o grande sinal da esperança e ela somente pode ocorrer em nossas vidas quando dirigimos primeiramente um olhar para os nossos desejos mais bonitos e puros. Sem isso, a descrença sempre permanecerá e o sepulcro vazio nem ao menos será visto. Desconsiderar os próprios desejos mais belos seria até mesmo deixar de acreditar em si enquanto pessoa e ser humano. Já houve tempo em que os homens riam ao escutar falar de justiça, amor ao próximo (incluindo até os inimigos), sensibilizar-se com o outro. Todavia, muito já foi conquistado em nosso mundo. Sejamos como esses homens e mulheres que acompanharam o Senhor. 
Olhemos para os nossos desejos mais puros e altruístas. Corramos para anunciar que ainda há esperança!! Eu poderia falar da promessa do Reino que a ressurreição concretiza (ou o próprio Cristo ressuscitado enquanto realidade)! Não obstante, eles não podem ser nem ao menos vislumbrados sem antes olharmos para os próprios afetos e nosso interior, transformando o vazio marcado pela descrença em um vazio que é condição para a plenitude. 
Assim como na celebração de sábado santo que começa com o Círio Pascal (foto abaixo) sendo aceso na fogueira em meio à escuridão, busquemos acender os pavios de nossos corações com o fogo, mesmo que seja pequeno, que ainda existe em nossos bons desejos. 


Sejamos homens e mulheres espirituais e encontremos a alegria dentro de nós para sermos também imitadores do Redentor! Boa semana a todos!

Texto de Hugo Estevam Moraes de Sousa, Mestre e Doutorando em Filosofia (IFCS/UFRJ)

Além da superfície

Para ir além da superfície da vida e das coisas: 

"Digitar é diferente de escrever;
falar é diferente de se comunicar;
ver é diferente de enxergar;
ouvir é diferente de escutar.

Debater é diferente de brigar;
defender é diferente de endossar;
curtir é diferente de apoiar;
compartilhar é diferente de agir.

São diferenças fundamentais 
entre um ser humano e ser humano." 
(Pablo Villaça)

terça-feira, 31 de março de 2015

Páscoa no Centro Loyola

No dia 09/04/2015,  será realizada mais uma edição do projeto Saberes e Sabores. Dessa vez, o encontro traz um convite à vivência da Ceia Pascal, com o Frei Isidoro Mazzarolo, que irá apresentar a simbologia da Páscoa, do judaísmo ao cristianismo. 
A Páscoa cristã assume um grande conjunto de significados da Páscoa judaica, mas insere elementos de superação e atualização, nos quais se estabelece uma relação entre a antiga e a nova aliança. 
Após a palestra, os participantes irão degustar alguns dos alimentos mais representativos dessas celebrações sagradas. 
O encontro será na sede do Centro Loyola, na Estrada da Gávea, 1 Rio de Janeiro - RJ.

Maiores informações e inscrições:  AQUI


sexta-feira, 27 de março de 2015

Tempo Quaresmal

“Amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: 
«Fazei o nosso coração semelhante ao vosso». 
Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença”. 

— Papa Francisco (Mensagem Quaresma 2015)

Relato de Reunião

Na reunião do dia 16/03/2015 fizemos a partilha das vivências individuais da Terceira Semana do Retiro Quaresmal 2015.
Foi destacada a proposta de oração do sábado da Terceira Semana, que sugeriu meditar sobre as opções fundamentais de Jesus, confrontando-as com as nossas opções:

1. Jesus opta pela VIDA e é contra tudo que traz morte para o ser humano.

2. Jesus opta pela MISERICÓRDIA e é contra todo legalismo.

3. Jesus opta pela JUSTIÇA e é contra toda opressão.

4. Jesus opta pelo PODER-SERVIÇO e é contra todo poder dominador e opressor.

5. Jesus opta preferencialmente pelos POBRES e é contra o acúmulo de riquezas não partilhadas.

E você? Quais têm sido as suas opções?

“Os verdadeiros discípulos de Jesus são aqueles que, ao longo da vida, procuram fazer suas as opções de Jesus: trata-se de uma reviravolta que devemos dar em nossa maneira de interpretar a vida, muito diferente da que aprendemos com o mundo”.

Foto da oração final da nossa reunião!

Relatos de reunião

Na reunião do dia 02/03/2015, em decorrência de indisponibilidade da Casa Magis, a reunião foi realizada na capela do Sagrado Coração de Jesus, do Colégio Santo Inácio. Fizemos a partilha das vivências individuais da Primeira Semana do Retiro Quaresmal 2015.
Foram comuns e destacados os seguintes pontos:
- Oração, jejum e esmola é vida partilhada. A realidade atual nos insta a fazer renúncias não apenas de um alimento específico, mas também do nosso comodismo, da nossa zona de conforto para partilhar a vida com o próximo, principalmente aqueles próximos mais próximos de nós;
- Muitas vezes escolher o que partilhar, se bens materiais ou não materiais, constitui um desafio, mas uma vez que sentimos no coração o que realmente devemos partilhar, devemos ficar atentos em realmente ser generosos e renunciar o que o Senhor nos pede;
- É difícil “subir a montanha com Jesus”. Subir a montanha implica em cansaço, renúncia, enfrentar pedras, superar desafios, mas uma vez lá, “nossos olhos se abrem” para uma visão mais ampla das coisas e já não queremos descer;
- O Senhor quer que não esqueçamos de que Ele é um Deus disponível e atento às nossas necessidades e desejos sinceros: "Buscai e achareis". O Senhor nos concede a cada dia o que nos é necessário; 
- O tempo da Quaresma também nos desafia a praticar, com mais fervor e constância, obras de misericórdia, não apenas na Igreja, mas em toda situação em que sentirmos o apelo de deixar um pouco de nós;
- Neste tempo de Quaresma devemos intensificar nossas orações pelo fim das situações de ausência de amor, onde o ódio têm prevalecido e sido marcante. Tais situações têm destruído as relações entre as pessoas e ceifado vidas;
- Afastar-se da casa do Pai só tem uma consequência: o arrependimento! Mas nunca é tarde para decidir voltar e tomar o caminho rumo à casa do Pai;
- Viver a Quaresma é também deixar-se conduzir pelos desígnios de Deus e ser presença na vida das pessoas das quais nos afastamos.

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Na reunião do dia 09/03/2015 fizemos a partilha das vivências individuais da Segunda Semana do Retiro Quaresmal 2015.
Foram comuns e destacados os seguintes pontos:
- Quaresma é tempo propício de praticar o desapego das coisas e dos dons que recebemos gratuitamente de Deus: família, moradia, empreso, estabilidade, certezas, bens materiais...
- Quaresma é tempo de cuidar do outro, mas também de cuidar de si, em termos materiais e espirituais...
- Quaresma é tempo de ser misericordioso com o outro, mas também consigo mesmo: Só consegue ser misericordioso com o outro quem experimentou e se deixou transformar pela misericórdia do Pai...
- Quaresma é tempo de reconhecer que há cruzes que não são nossas! As nossas cruzes devemos carregar com resignação, mas há outras que não nos cabem e não devemos permitir que elas tragam um peso adicional a nossas vidas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Retiro de Preparação para a Páscoa

Divulgamos o Retiro de Preparação para a Páscoa que será realizado no Centro Loyola (Rio de Janeiro).
Nos dias 28 e 29 de março, a Equipe de Leigos do Centro Loyola conduz o Retiro de Preparação para a Páscoa. 
Este é 26º ano em que o encontro acontece como um momento de reflexão e partilha que abre a Semana Santa. 
O retiro é organizado a partir da espiritualidade inaciana, em regime aberto, e começa no sábado, das 8h30m às 17h, continuando no domingo, das 8h30m às 13h. 
Qualquer pessoa pode participar. 
As inscrições podem ser feitas AQUI e o investimento é de R$ 90,00. 
Para mais informações, ligue (21) 3527-2012.

IX Jornada de Docentes Católicos

Divulgamos a realização da IX Jornada de Docentes Católicos de Ensino Superior do Grande Rio de Janeiro

Quando: Sábado, 28 de março de 2015
Horário: das 8:30h às 13:00h (com almoço às 13:00h)
Onde: Salão da Pastoral da PUC (Subsolo da igreja da PUC)

Tema: Cem vezes mais... A aventura do ensino a partir de um encontro pessoal com Cristo.(cf. Lc 8,4-15)

A Jornada terá como palestrante a Psicóloga e professora Maria Apparecia Mamede (Professora de Educação da PUC-Rio - https://jovensemrede.wordpress.com/about/)

Link para inscrições: http://goo.gl/forms/b0aLrZhmAH


terça-feira, 10 de março de 2015

Crucifixos na Catedral

Exposição de crucifixos na Catedral inclui peças raras e de diferentes culturas

O Centro Loyola de Fé e Cultura PUC-Rio e a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro promovem a exposição A Nossa Cruz de Cada Dia, na Catedral Metropolitana. A mostra reúne mais de 150 peças da coleção particular do padre José Maria Fernandes, SJ, que inclui desde o fragmento de uma cruz em pedra, do século XII, vinda de Jerusalém, até um crucifixo encontrado em uma urna, dentro de uma parede, durante obras no Pateo do Collegio, em São Paulo. Acredita-se que a peça, do século XVI, possa ter sido manuseada pelo padre Anchieta, canonizado em abril do ano passado.
A exposição está dividida em 18 módulos e convida os visitantes a conhecerem crucifixos confeccionados por artistas e artesãos de diferentes partes do Brasil e do mundo. Padre Fernandes coleciona crucifixos há muitos anos. Segundo ele, esses são objetos que solicitam ser colecionados sem que a gente perceba: “Ninguém planeja fazer uma coleção, ela simplesmente nasce. Um dia a pessoa nota que já tem muitas peças. Foi assim com as cruzes. Algumas foram compradas, outras foram presentes, trocas, doações”, comenta.
Muitas peças expostas foram produzidas no Brasil e apresentam traços regionais, como as fitas coloridas de uma cruz trazida de Pernambuco, a cerâmica de Minas Gerais e as sementes da Amazônia. No giro pelos países, há espaço para origami do Japão, a prata peruana e até metais mais preciosos de países da Europa. Outros destaques são as cruzes de diferentes tipos, como a cruz ortodoxa grega, a cruz etíope e a cruz copta, e ainda peças de uma via-sacra do século XVIII. “Algumas cruzes são bem elaboradas, outras são de extrema simplicidade. O que interessa é perceber a grande diversidade criativa com que são confeccionadas”, destaca padre Fernandes. Do Rio de Janeiro, há uma cruz em papel marchê confecionada por uma criança com síndrome de down.

Curiosidades sobre a cruz
A cruz foi adotada pelo cristianismo alguns séculos após o evento pascal, pois até então era considerada um símbolo maldito. Como instrumento de tortura e condenação, a cruz era usada por muitas culturas, entre elas o Império Romano que, bem antes de Cristo, já castigava rebeldes com a crucificação.  Desde o Norte da Europa até a parte central da África, em alguns países do Oriente e em ilhas do Pacífico encontram-se indícios de crucificações antes do cristianismo. Hoje, são vários os tipos de cruzes espalhadas pelas culturas, entre elas podemos citar: Cruz de Malta, Cruz Galega, Cruz Gamada, Cruz Grega, Tau; Cruz de Jerusalém, Cruz dos Cruzados, Cruz Etíope, Cruz Ortodoxa e Cruz Missionária.




Serviço: 
Exposição A Nossa Cruz de Cada Dia
Até 25/03/2015, das 7h às 17h
Local: Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Jneiro
Avenida Chile, Centro. 
A entrada é franca.